sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sonhos transparentes

Liberta-me o corpo,
pois minh’alma não se encontra em prisão.
Alivia-me com teu sopro
e inspira de meu ar a redenção
Sou relapso.

Enganam-se os olhos,
mais adiante, algum coração.
Restringem-se ao que não posso.
E findo, com prazer gozoso, em solidão.
Sou escasso.

Preencha-me o amargo vazio,
ou nada faça e me deixe te admirar.
Assombra-me teu olhar viril,
mas fique assim, deixe estar.
Sou privado.
Ilusão.

domingo, 17 de julho de 2011

Ponto de continuação


Se eu pudesse dizer tudo que sei, ainda assim estaria em silêncio. O mistério é prazeroso, delicado e divino. As armas que eu tenho, pequena minha, não posso usar. Todos esses venenos, as mentiras e nem essa vontade precipitada de acabar podem me ajudar. Eu sou o ponto de continuação. E minha pequena ambição é a de não continuar... Talvez por não ter desejos, talvez por não poder parar. Quem sabe alguma linda história me faça chorar, mas não há memória melhor que a de poder amar. Não há melhor vitória que a de não ganhar. Valer-se dos seus defeitos já é uma grande virtude.

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