segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bem vindo à Caixa de Pandora?

A humanidade não precisa de zelos para mostrar-se bela, basta observar as múltiplas cores, religiões, culturas, personalidades e estilos que o ser humano adota como seu. A essência de existir torna bela a divindade presente na diversidade e na vontade que cada um tem de tornar-se único. Sendo assim, o respeito é um complemento necessário na realidade da diversidade cultural.
Embora a cultura tenha sido alvo de devastação e discórdia, até mesmo na pré-história como processo espontâneo (culturas inferiores perdiam alimento para as tribos mais avançadas), há ainda grandes manifestações a seu favor. É o caso de países como Brunei, que mesmo com o processo de colonização e descolonização permaneceu fiel a sua cultura. Assim como o Brasil que mantém 12,5% do território nacional como abrigo para a quantidade significativa de tribos indígenas existentes.
O monopólio cultural fica por conta dos Estados Unidos da América, que possui 85% de ingressos dos seus filmes distribuídos mundialmente. O cargo de ‘potência mundial’ talvez tenha envaidecido o cidadão americano e estimulado o mesmo a criar, desenvolver e crescer mais, o que não é ruim. Ao menos para a população americana. Pandora, na mitologia grega, também abriu uma caixa que exterminou com os valores morais dos homens.
O Brasil, país excentricamente miscigenado, é formado por pessoas que vieram de vários continentes. Portugueses brancos, negros africanos, índios já residentes em território nacional e essa mistura de culturas formam o que pode ser chamado de cidadão brasileiro. Uma diversidade tão grande e bela, um povo tão alegre e a temática em questão é: Que direito tem o ser humano de abolir a realidade do outro? Nenhum.
Qual o problema em acordar escutando Bossa Nova e à noite fazer questão de um samba com os amigos? Ser o País do Carnaval e do Futebol não consiste na agressão moral por termos valores e princípios diferentes, mas na alegria de sermos todos um só, uma família unida chamada Brasil. E que, sem violar a lei cristã que diz: “Amar o próximo como a ti mesmo”, sejamos capazes de abrir a nossa caixa diariamente e ver sair de lá todos os valores contrários aos da de Pandora.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A conduta do pensamento.

Não sou santo e nunca precisei ser para me sentir feliz.
A verdade é que toda vez que sinto descaso, perversidade e deslealdade, meu coração se inquieta. Não reagir seria como ver a morte de um irmão e não se importar. Embora a plenitude não exista, há opiniões dispersas. O homem costuma se perder em suas vaidades... O homem burro, eu quis dizer. O ser humano moderno não precisa de mais nada além do seu ego infalível e inatingível. Hipocrisia. Todos nós obedecemos comandos. Não temos o poder de controlar a nossa mente, embora nossas palavras possam ser medidas e ainda assim, permanecemos no pecado do pensar. Mas o problema não está aí. A burrice aparece quando resolvemos manifestar o que a nossa mente tanto insiste em nos transmitir.  A emoção é traiçoeira e nós somos tolos por aceitar essa traição. Sejamos racionais. Muito já ouvi sobre a teoria que acredita no poder do pensamento e muito já me decepcionei com ela. Mesmo assim, continuo acreditando na teoria da mudança, não pela força do pensamento, mas pela da ação. Exatamente como somos capazes de pensar, temos a capacidade de agir e agir com bondade. Parece estranho, mas podemos selecionar aquilo que serve ou não para a gente. Cada ser tem uma conduta e uma moral diferente. Pense bem naquilo que deseja fazer de princípio. No final, o que resta de nós não é o corpo, mas o pensamento.

domingo, 16 de maio de 2010

Saudade e solidão.

Há uma pequena diferença tristonha entre saudade e solidão. Embora ambas estejam perfeitamente associadas a sentimentos negativos, um difere do outro pela simplicidade da resolução. São dois problemas psicológicos que, provavelmente deixarão cicatrizes no futuro, mas que podem ser evitadas por um fator muito simples: Ter amigos. Pode parecer uma colocação banal, clichê ou até mesmo inocente, mas a realidade parece sorrir tão frequentemente para nós que acabamos esquecendo dela e vivendo de ilusão.
Por definição metódica ou alienação, crescemos tendo a vaga ideia de que ninguém vive feliz sozinho (ao menos eu aprendi assim). E não é um conceito errado, ainda que pouco consistente. A solidão, algumas vezes, é necessária. Viver feliz não significa estar sempre rodeado de amigos e sorrir com todos eles. É o contrário. Há nessa ideologia uma forte influência da tradição ilusória de um mundo perfeito, de pais liberais e uma sociedade moderna (e nada igualitária, diga-se de passagem) que preza a liberdade de expressão sexual como felicidade.
A moral tem ido embora com o tempo, sobram apenas restos daquilo que já foi o respeito, a educação e o amor. É essa saudade que falta reagir. A saudade de um tempo em que não era necessário ter vários amigos para ser bem visto, mas que dois ou três amigos cumprissem seu papel com fidelidade, com verdade. São raras as relações sentimentais que não se misturam com interesse, seja ele econômico ou sexual, atualmente. A banalização está em todas as partes.
Muitas vezes, não se encontra solitário aquele que passa dias sem se comunicar com o mundo exterior, mas tem uma leve sensação de conforto ao se relacionar consigo mesmo. Solitário é aquele que por fração de segundos, fecha os olhos para desabafar consigo mesmo enquanto possui inúmeros amigos a sua volta. A saudade pode ser boa, ruim ou indiferente. Diante disso, a saudade não encontra palavras para definir-se, é uma questão de sentimentos.
Bom mesmo é adquirir conhecimento prévio e viver sem passado. O futuro é uma meta distante, o passado pode te prejudicar muito mais se não estiver atento a ele. No mais, o externo passa e o interno, talvez fique.

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