quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Ave Negra

Entrou pela varanda,
percorreu a sala e se infiltrou na cozinha.
Não permaneceu.
Eu presenciei o fato, pasmado,
mas a sua performance não se comprometeu.

Rápida e fugaz,
veio e se foi,
voltou pela varanda.

Fez o que tinha que ser feito e se foi.
Voou pela varanda,
onze andares ou mais,
segura se si e eu de mim.

Saiu pela varanda a ave negra.
(e eu pensei que fosse uma borboleta)

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