domingo, 16 de maio de 2010

Saudade e solidão.

Há uma pequena diferença tristonha entre saudade e solidão. Embora ambas estejam perfeitamente associadas a sentimentos negativos, um difere do outro pela simplicidade da resolução. São dois problemas psicológicos que, provavelmente deixarão cicatrizes no futuro, mas que podem ser evitadas por um fator muito simples: Ter amigos. Pode parecer uma colocação banal, clichê ou até mesmo inocente, mas a realidade parece sorrir tão frequentemente para nós que acabamos esquecendo dela e vivendo de ilusão.
Por definição metódica ou alienação, crescemos tendo a vaga ideia de que ninguém vive feliz sozinho (ao menos eu aprendi assim). E não é um conceito errado, ainda que pouco consistente. A solidão, algumas vezes, é necessária. Viver feliz não significa estar sempre rodeado de amigos e sorrir com todos eles. É o contrário. Há nessa ideologia uma forte influência da tradição ilusória de um mundo perfeito, de pais liberais e uma sociedade moderna (e nada igualitária, diga-se de passagem) que preza a liberdade de expressão sexual como felicidade.
A moral tem ido embora com o tempo, sobram apenas restos daquilo que já foi o respeito, a educação e o amor. É essa saudade que falta reagir. A saudade de um tempo em que não era necessário ter vários amigos para ser bem visto, mas que dois ou três amigos cumprissem seu papel com fidelidade, com verdade. São raras as relações sentimentais que não se misturam com interesse, seja ele econômico ou sexual, atualmente. A banalização está em todas as partes.
Muitas vezes, não se encontra solitário aquele que passa dias sem se comunicar com o mundo exterior, mas tem uma leve sensação de conforto ao se relacionar consigo mesmo. Solitário é aquele que por fração de segundos, fecha os olhos para desabafar consigo mesmo enquanto possui inúmeros amigos a sua volta. A saudade pode ser boa, ruim ou indiferente. Diante disso, a saudade não encontra palavras para definir-se, é uma questão de sentimentos.
Bom mesmo é adquirir conhecimento prévio e viver sem passado. O futuro é uma meta distante, o passado pode te prejudicar muito mais se não estiver atento a ele. No mais, o externo passa e o interno, talvez fique.

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