sábado, 24 de julho de 2010

[+] Conto: Mente desoladora.

Eu teria milhões de frases prontas para uma ocasião como esta, mas naquele momento, não tinha nada. Busquei e rebusquei em todo o meu acervo patético de cantadas prontas algo para conquistar a garota, mas vi que nada conspirava a meu favor. Quis dizer quase nada. Sim, quase nada, pois eu ainda tinha uma mente brilhantemente geniosa e que jamais falhou, pronta para uso. Então forcei minha mente a pensar. “Cinco pães, dois litros de leite, cheddar”, não, essa era a compra da semana que eu tinha decorado. Pense de novo, ordenei. “Meu bem você me dá água na boca”, caraca, essa não é a música ideal para cantar uma menina, a não ser que ela seja ruiva, branquela e magrela (qualquer semelhança com a Rita Lee é pura hipocrisia). Mente insolente, vamos, me dê algo proveitoso. “Sorria meu bem, sorria”, que música brega cérebro ridículo. Sorri. Ela sorriu de volta. Ela sorriu pra mim! CARACA! Eu poderia ter em minhas mãos todo dinheiro do mundo, toda comida do mundo, todos os empregos do mundo (isso não é tão atraente) e largaria tudo para ter aquele sorriso de novo. Fantástico! Mas eu não sabia o que fazer. Obriguei que minha mente me ajudasse. “Vai! Tente outra vez!”, sendo conselhos do Raul, fui instantaneamente condicionado a obediência. Sorri novamente. Ela sorriu também. E agora estávamos parecendo dois palhaços. E eu quis que minha mente me dissesse novamente o que fazer, mas no fundo eu sei que para os melhores sentimentos, as palavras não têm poder de explicação. E a beijei...

2 comentários:

  1. AMIGOO QUE LINDO , QUE PROFUNDO ESSE .. AMEEEEI ;)
    (...)mas no fundo eu sei que para os melhores sentimentos, as palavras não têm poder de explicação. E a beijei...

    me acabeei de rir com sua "mente brilhante" rsrs
    PARABÉNS !!

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  2. QUE PERFEITO! :]
    por: Hanna Moitinho :*

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