sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Devaneio sobre ti



Até que se desfaça o acre olor do teu nome em meus sonhos eu irei te buscar. Até que eu possa relegar o azo de te esquecer. Perambulo noite adentro até então. Tenho sido fido a ti, meu amor, eu te juro. Nenhuma íris é a tua, nem os risos contentes, vida, as mãos afáveis, os pelos, os lábios que não são teus tão abjetos. Quero a ti! Perdoe-me a envergadura estulta. Tudo que posso proferir são breves lembranças tuas. Apossa-te de mim, pois. É preclaro o meu sentimento, eu te juro, mas ainda há tanto futuro que não desejo. Há tanto daquilo que renego. Deslizam os meses sobre o teto e a chuva ainda cai. Eu ainda desfaleço com a chuva, meu amor, eu caio. Pois que permaneço estilhaçado ao chão... Quem sabe os teus braços reapareçam para me reerguer.

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