sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mão de mãe.


Estou à mercê das circunstâncias e não enxergo maneira de me avigorar. Enquanto ainda tenho base de sustento, me faço firme, mas desconheço outra forma de abastecimento que não sejam amores. Qualquer outra fonte de energia é transitória. Sinto que estou cada vez mais longe daqueles que verdadeiramente amo e por isso, somente por isso, me faço mais presente. Não quero perdê-los, não enquanto ainda posso tê-los. Ah, que saudades eu sinto do tempo em que tudo estava perto.  Quanta falta faz não ter preocupações... Que me importa ter futuro, se não posso viver o presente? Por favor, mãe, me mantenha longe de banalidades e hipocrisias, eu não suportaria comodismos estando tão farto de preocupações. Mãe, eu preciso dos seus conselhos. Não largue a minha mão agora, logo agora, que começo a dar meus primeiros passos. E quando eu começar a andar sozinho não se preocupe com as minhas quedas, aprendi com você a me levantar sempre e cada vez mais forte. Você me deu tudo que eu precisava, então não se preocupe, eu vou saber lidar com as muralhas que me esperam. E terei força suficiente para derrubá-las da maneira correta, da maneira digna que me ensinou.

5 comentários:

  1. Quando achei que voce ja tinha explorado tudo, me aparece com essa. Sua mae deve estar orgulhosa.

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  2. Lindo! Não há amor maior que o de mãe...
    Esse sim é incondicional! :)

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  3. meu bem lindo, você é sem limites! (L)

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  4. Olá! Tem um selinho para você no meu blog! :)

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  5. Nossa, comovente;
    Vc consegue aflorar os sentimentos que as vezes ficam esquecidos. Adorei esse texto; Parabéns!

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