quarta-feira, 23 de maio de 2012

Em ti


Tentei deixar em ti minha pior marca. Busquei dar a ti meu sopro mais invólucro que pude, armei uma cilada em teu coração para não afogá-lo ao meu. Dei a ti toda minha condição hermética. Talvez tenha sido brasa demais para teu gelo inafiançável. As lembranças são filhos que a gente carrega para o resto da vida! E meu peito demasiado ferido amamenta o fiel lapso de realidade que ainda me sobra em ti. Em mim, enfim.

4 comentários:

  1. João, parabens. Fenomenal o seu texto. Por doar-se tanto, a alma muita das vezes, berra e chora. Mas, não deixe jamais, o coração espedaçar-se.
    Adorei ler voce.
    Felicidades, sempre

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  2. Olá João! Passando para agradecer a tua honrosa visita e o teu amável comentário, assim como dizer que, realmente, as lembranças são como filhos que a gente carrega para o resto da vida, contudo, se forem boas, não faço a mínima questão de carregá-las. Rsrs.

    Abraços e uma ótima tarde pra ti e para os teus.

    Furtado.

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    1. Ora, pois, agradeço também a tua visita. Grande abraço.

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