segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DEZ.


Há aqui muito corpo e pouca alma. Valentes guerreiros que não se tocam, mas desatinam a lutar. Há sangue no colo do meu povo. Existem foices prontas para causar dor e, ironicamente, flores para espalhar amor. Fala-se em guerra, mas não percebem que vivem uma apenas com o silêncio da exclusão. Há muito mais coisa além do coração. Há muito mais gente simples, serena e completa. Conheço muita gente honesta e sei daqueles que não se deve confiar. A carne jovem está revigorada, sedenta por uma nova batalha, uma ideologia a defender. Não sou fruto desse mundo, sou filho de uma nova arte que ainda vai acontecer, mas não esqueço a minha origem. Estufo meu peito largo para arfar amor a quem precisa. Sou parte de uma nova cria projetada para amar. E, com escudo em mãos, luto e sangro por aqueles que me apresentaram o respirar.

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